A
Catequese na Igreja Particular (2ª parte)
1. Igreja
particular ou diocese, sujeito da catequese.
A eclesialidade da catequese se expressa, sobretudo,
no papel da Igreja particular ou diocese que é seu sujeito ativo.
A Igreja particular (diocese), constituída em torno do bispo, congrega
o povo de Deus de um lugar ou região. “Realização concreta do mistério da
Igreja universal num determinado lugar e tempo” (DAp 166), a Igreja particular
tem a catequese como ministério indispensável e fundamental para o crescimento
da fé das pessoas e das comunidades na fé.
O ministério da catequese é um ministério relevante, essencial e
insubstituível na Igreja particular, como processo formativo, progressivo,
sistemático e permanente de educação da fé (cf. DNC 233).
A Igreja particular, catequizada e catequizadora, na realização da
dimensão catequética, que lhe é indispensável, começa por se colocar sob a palavra
de Deus, como ouvinte e praticante da mesma. Somente então poderá: garantir a
autenticidade do serviço da palavra de Deus, promover a corresponsabilidade de
todos os batizados em relação à ação catequética; estabelecer instrumentos que
garantam a unidade da ação catequética dentro do quadro da ação evangelizadora;
criar estruturas e mecanismos de dinamização
da catequese nas paróquias e comunidades.
Ela é convidada a “consagrar à catequese os seus melhores recursos de
pessoal e energias, sem poupar esforços, trabalhos e meios materiais, a fim de
organizá-la melhor e de formar pessoas qualificadas para este serviço” (CT 15;
DGC 775; DNC 235).
2. Catequese, responsabilidade
compartilhada na Igreja particular.
A catequese é uma responsabilidade compartilhada
enquanto trata-se de um serviço único realizado em conjunto pela comunidade,
famílias, leigos, catequistas, religiosas e religiosos, presbíteros, diáconos
em comunhão com os bispos. É uma responsabilidade comum, assumida de modo
diferenciado.
“O fato do ministério da catequese ser único, ainda
que realizado por pessoas com funções diferentes e de maneira diferenciada, tem
a ver com a natureza da própria catequese, uma vez que esta transmite a fé e
educa as pessoas na fé apoiando-se na palavra e no testemunho de toda a
comunidade cristã. Na verdade, a totalidade da catequese só se dá na totalidade
dos sujeitos, dos agentes, dos âmbitos, das modalidades e dos meios que formam
o rosto completo da mensagem e da realidade eclesial que catequistas e
catequizandos dialeticamente compartilham”[1].
O
bispo é considerado por João Paulo II como “primeiro responsável pela catequese,
catequeta por excelência” (cf. CT 64). O Diretório Nacional de Catequese elenca
as diversas manifestações do empenho do pastor diocesano na promoção da
atividade catequética: - assegurar efetiva prioridade
de uma catequese ativa e eficaz na diocese, com atenção especial na cidade;
- suscitar e alimentar uma verdadeira paixão pela
catequese; - incentivar a devida preparação dos
catequistas, abrangendo: método, conteúdo, pedagogia e linguagem;- acompanhar e atualizar a qualidade dos textos utilizados
na catequese; - organizar um projeto global de
catequese na diocese, integrado no conjunto da pastoral; - assegurar meios, instrumentos e recursos financeiros;
- despertar o ministério catequético e zelar pela formação catequética dos presbíteros, tanto nos
seminários como na formação permanente (251).
Numa diocese, são expressões de organização da catequese[2]:
·
a inserção da catequese no “Projeto Diocesano
de Evangelização”, não como
mero apêndice, mas como parte integrante do rosto daquela Igreja, de sua
específica ação evangelizadora;
·
o Projeto Diocesano de Catequese (Diretrizes), elaborado participativamente e em sintonia
com o Projeto Diocesano e Nacional, pois é expressão do cuidado do bispo e
necessário para se manter a mística e a paixão pela catequese na diocese,
animá-la e articulá-la organicamente
(cf. CT 64).
“A catequese não deve ser ocasional, reduzida a
momentos prévios aos sacramentos ou à iniciação cristã, mas sim ‘itinerário
catequético permanente’. Por isso, compete a cada Igreja particular, com a
ajuda das Conferências Episcopais, estabelecer um processo catequético orgânico
e progressivo que se estenda por toda a vida, desde a infância até a terceira
idade, levando em consideração que o Diretório Geral para a Catequese considera
a catequese com adultos como a forma
fundamental de educação na fé (DAp 298).
- a Equipe de
Coordenação Diocesana de Catequese (Secretariado),
“órgão através do qual, o bispo,
animador da comunidade e mestre da doutrina, dirige e preside a atividade catequética realizada na diocese”
(DGC 265); é ponto de referência da organização da pastoral catequética (cf.
DNC 232).


Nenhum comentário:
Postar um comentário