sexta-feira, 9 de março de 2012

A Catequese na Igreja Particular - Conclusão


A Catequese na Igreja Particular - Conclusão

A reflexão sobre “A Catequese na Igreja Particular” permeia os textos e documentos de catequese do pós-Concílio. Parece antiga, mas cada vez se apresenta nova. Nova porque a própria natureza do objeto da reflexão - o mistério da Igreja Comunhão - é inesgotável e é rica e complexa a ação catequética.
A CNBB, inúmeras dioceses, paróquias e comunidades, movidas e provocadas pelo vento benfazejo do Documento Catequese Renovada e do Diretório Nacional de Catequese escreveram e estão escrevendo uma história de renovação, organização, dinamismo e ardor  catequético. Estes sinais são visíveis na qualidade e organização da ação catequética, na quantidade de catequistas e no que se produz em catequese. Testemunham o apreço que as Igrejas particulares devotam à catequese e provam que levaram a sério a recomendação de João Paulo II: “que a preocupação de promover uma catequese ativa e eficiente não ceda nada frente a qualquer outra preocupação seja ela qual for” (CT 64). O Documento de Aparecida constata grande progresso na catequese (cf. 295).
Contudo, o que dá a sensação do “sempre novo” é que muitas situações mostram que nem sempre a reflexão acompanha a prática. Muitos continuam dizendo: “Lá...ou aqui não é assim”. Nem sempre aliamos a prática à reflexão e não mudamos nosso jeito de ser e de fazer catequese.
O Diretório Nacional de Catequese apresenta-se agora como um grande propulsor da Catequese na Igreja particular já que dedica sua Segunda Parte às “Orientações para a Catequese na Igreja Particular”.  As reflexões aqui apresentadas poderão ser ampliadas, completadas e aprofundadas com a leitura do Diretório. Foram somente pontualizações e indicações para a leitura.
Diante dos desafios e do caminho a ser iniciado, prosseguido, redirecionado ou renovado, houve alguém[1] que fez de reflexão semelhante uma oração, baseando-se na afirmação da Catechesi Tradendae, 16: “A catequese é...uma obra pela qual toda a Igreja deve sentir-se e demonstrar a vontade de ser responsável”. Que ela sirva também como conclusão deste trabalho:
“Jesus Mestre,
que a tua Igreja tome consciência
de ser para todas as pessoas
a grande catequista,
que recebeu de ti
a missão de transmitir
a tua mensagem de salvação.

Que ela seja capaz de reconhecer
que a catequese é prioridade
na ação pastoral,
porque todo batizado
tem o direito de receber
uma mensagem e uma formação,
que lhe permitam
viver uma verdadeira vida cristã.

Renova na tua Igreja a confiança
na ação catequética,
consagrando a esta
as suas melhores energias, sem poupar forças,
cansaços e meios materiais
para melhor organizá-la
e para formar agentes qualificados.
Amém”.






BIBLIOGRAFIA:

ALBERICH E., Catequese evangelizadora. Manual de catequética fundamental. São Paulo: Ed.Salesiana,  2004.
CELAM, A caminho de um novo paradigma para a catequese-III Semana Latino-Americana de Catequese. Brasília-Edições CNBB, 2008.
CELAM, Documento de Aparecida. Texto conclusivo da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe. São Paulo: Ed.CNBB, Paulus, Paulinas, 2007.
Celam, Manual de Catequética. São Paulo: Paulus, 2007.
CONGREGAÇÃO PARA O CLERO. Diretório Geral para a Catequese, 3ª ed. São Paulo: Paulinas, 2001.
CNBB,  Catequese renovada: orientações e conteúdo. Doc. 26, 33ª ed., São Paulo:Paulinas, 2003
CNBB, Diretório Nacional de Catequese. Brasília: Edições CNBB, 2006.
CNBB, Ministério do Catequista, Estudos n. 95, São Paulo: Paulus, 2007, p. 47.
CNBB, Iniciação à Vida Cristã, Estudos n. 97: Edições CNBB, 2009.
CNBB-Secretariado Regional Leste II-Setor Catequese, Pedra em Lapidação. Catequista em Formação. Belo Horizonte: Fumarc, 1995.
CNBB-Secretariado Regional Leste II-Setor Catequese, Organização da Catequese. Belo Horizonte:
Fumarc, sem data.
DIOCESE DE JOINVILLE, Catequese no ventre materno e nos primeiros anos. Joinville-SC: Editora 3 de maio, 2004.
EQUIPE DE REFLEXÃO DO SULÃO, Mistagogia; novo caminho formativo de catequistas, São José do Rio Preto, 2011
EQUIPE REGIONAL DE CATEQUESE-REGIONAL SUL IV, Catequese. Fé e vida sempre, Florianópolis-SC, sem data.
GATTI,GAETANO, I catechisti a colloquio con Dio. Torino: Elle Di Ci Editrice, 1982, p.104.
GATTI C., O grupo de catequistas. O que é. Como formá-lo. Como funciona. São Paulo: Ed. Salesiana, 1980.
ISTITUTO DI CATEQCHETICA-UNIVERSITÁ PONTIFICIA SALESIANA, Andate e insegnate. Manuale di Catechetica. Roma: Elledici, 2002, cap. VIII.
LÓPEZ G. A. M, Organização Diocesana da Catequese,  in Dicionário de Catequética, São Paulo: Paulus, 2004.
MICHELETTI D. G, A Paróquia hoje e o desfio da Evangelização e da Catequese. Uma proposta evangelizadora inspirada no estilo catecumenal, in Revista de Catequese 30 (2007) n.º 117.
MICHELETTI D. G., Um itinerário catequético de inspiração catecumenal: proposta paroquial em andamento, in Revista de Catequese 32 (2009) n. 127.
NERY J I, A dimensão comunitária da catequese renovada, in Revista de Catequese 7 (1984), n.º 27.
SCALA – Sociedade de Catequetas Latino-americanos, A Formação Iniciática de Catequistas - Texto da VI Assembléia, Buenos Aires, 1 a 6 de maio de 2007, Apostila - Tradução e adaptação Pe. Luiz Alves de Lima, sdb



[1] GATTI,GAETANO, I catechisti a colloquio con Dio. Torino: Elle Di Ci Editrice, 1982, p.104.

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