A
Catequese na Igreja Particular - Conclusão
A reflexão sobre “A Catequese na Igreja Particular”
permeia os textos e documentos de catequese do pós-Concílio. Parece antiga, mas
cada vez se apresenta nova. Nova porque a própria natureza do objeto da reflexão
- o mistério da Igreja Comunhão - é inesgotável e é rica e complexa a ação
catequética.
A CNBB, inúmeras dioceses, paróquias e comunidades,
movidas e provocadas pelo vento benfazejo do Documento Catequese Renovada e do
Diretório Nacional de Catequese escreveram e estão escrevendo uma história de
renovação, organização, dinamismo e ardor
catequético. Estes sinais são visíveis na qualidade e organização da
ação catequética, na quantidade de catequistas e no que se produz em catequese. Testemunham
o apreço que as Igrejas particulares devotam à catequese e provam que levaram a
sério a recomendação de João Paulo II: “que a preocupação de promover uma
catequese ativa e eficiente não ceda nada frente a qualquer outra preocupação
seja ela qual for” (CT 64). O Documento de Aparecida constata grande progresso
na catequese (cf. 295).
Contudo, o que dá a sensação do “sempre novo” é que
muitas situações mostram que nem sempre a reflexão acompanha a prática. Muitos
continuam dizendo: “Lá...ou aqui não é assim”. Nem sempre aliamos a prática à
reflexão e não mudamos nosso jeito de ser e de fazer catequese.
O Diretório Nacional de Catequese
apresenta-se agora como um grande propulsor da Catequese na Igreja particular
já que dedica sua Segunda Parte às “Orientações para a Catequese na Igreja
Particular”. As reflexões aqui
apresentadas poderão ser ampliadas, completadas e aprofundadas com a leitura do
Diretório. Foram somente pontualizações e indicações para a leitura.
Diante dos desafios e do caminho a ser
iniciado, prosseguido, redirecionado ou renovado, houve alguém[1]
que fez de reflexão semelhante uma oração, baseando-se na afirmação da Catechesi
Tradendae, 16: “A catequese é...uma obra pela qual toda a Igreja deve sentir-se
e demonstrar a vontade de ser responsável”. Que ela sirva também como conclusão
deste trabalho:
“Jesus
Mestre,
que a tua
Igreja tome consciência
de ser
para todas as pessoas
a grande
catequista,
que
recebeu de ti
a missão
de transmitir
a tua
mensagem de salvação.
Que ela seja capaz de reconhecer
que a catequese é prioridade
na ação pastoral,
porque todo batizado
tem o direito de receber
uma mensagem e uma formação,
que lhe permitam
viver uma verdadeira vida cristã.
Renova na tua Igreja a confiança
na ação
catequética,
consagrando
a esta
as suas melhores
energias, sem poupar forças,
cansaços
e meios materiais
para
melhor organizá-la
e para
formar agentes qualificados.
Amém”.
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sdb



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